domingo, 30 de agosto de 2009

Vai Vai



Sambas de exaltação!!!


Carnaval 1969: "História da Casa Verde"

Carnaval 1970: "O Rei Café"

Carnaval 1971: "Festa de Pirapora"

Carnaval 1972: "Chamada aos Heróis da Independência"

Carnaval 1973: "Brasilidade"

Carnaval 1974: "Quatro Festas do Folclore Brasileiro"

Carnaval 1975: "Felipe Mina, o Senhor dos Diamantes"

Carnaval 1976: "Afoxé da Bahia"

Carnaval 1977: "Eternos Vigilantes - Homenagem ao Corpo de Bombeiros"

Carnaval 1978: "Di Cavalcanti "Dos Carnavais e das Mulatas""

Carnaval 1979: "Abertura dos Portos"

Carnaval 1980: "Fábulas Fabulosas"

Carnaval 1981: "Moço de Prata, Vitória-régia no Carnaval"

Carnaval 1982: "No Reino da Mãe D'Água"

Carnaval 1983: "O Criador de Ilusões"

Carnaval 1984: "No Reino da Carochinha"

Carnaval 1985: "Água Cristalina"

Carnaval 1986: "Benjamin de Oliveira, "o Palhaço Negro""

Carnaval 1987: "O Rei do Dia Numa Noite de Carnaval - o Sol, a Luz da Vida"

Carnaval 1988: "Filhos da Mãe Preta"

Carnaval 1989: "Os Sete Tronos dos Divinos Orixás"

Carnaval 1990: "De Roma Pagã ao Esplendor da Paulicéia"

Carnaval 1991: "Quem não Arrisca não Petisca"

Carnaval 1992: "O Brasil Mostra Suas Cores"

Carnaval 1993: "Mercado, Mercador, Mercadoria"

Carnaval 1994: "O Reino de Oyó Visto Pelos Olhos de Xangô"

Carnaval 1995: "Não Deixe o Samba Sambar"

Carnaval 1996: "A Cor do Pecado - o Chocolate"

Carnaval 1997: "Todo Brasileiro é um Rei com a Coroa Sideral"

Carnaval 1998: "Mamma África"

Carnaval 1999: "Bill Gates - o Cérebro do Futuro"

Carnaval 2000: "Cara e Coroa, as Duas Faces de um Império"

Carnaval 2001: "Raça Pura, Mistura Brasil"

Carnaval 2002: "Guarujá, A Pérola do Atlântico"

Carnaval 2003: "Sou Caipira e Caiçara, da Terra Encantada e do Rio Sagrado, Sou Cone Leste Paulista, Com a Benção da Senhora Aparecida"

Carnaval 2004: "São Paulo é Como Coração de Mãe... Sempre Cabe Mais Um"

Carnaval 2005: "Na Terra, no Mar, no Infinito, Somos Todos Irmãos"

Carnaval 2006: "Santos Dumont - Brasil e França Navegando Pelos Ares"

Carnaval 2007: "Com Mauricio de Sousa, a Unidos do Peruche, Abre-Alas, Abre-Livros, Abre-Mentes e Faz Sonhar"

Carnaval 2008: "Quilombos, Quilombolas, Kizomba, Meu Quilombo é Peruche!"

Carnaval 2009: "Do ventre da Terra à indomável cobiça do homem"

carnaval 1969


1969


Aguia de Ouro


GRCES Águia de Ouro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O GRCSES Águia de Ouro foi fundado em 9 de maio de 1976, com a associação dos jogadores do time de futebol Faísca de Ouro a Carlos Alberto de Moraes, fundador de outra escola - o GRES Pérola Negra. Na época Moraes havia deixado a Pérola. Entre uma partida e outra, fazendo samba e comandados por Gílson Carrioulo Antônio, e contando com o experiente Maíco, crescia a cada dia a roda de samba. Decidiram então fundar em 9 de maio de 1976, o G.R.E.S. Águia de Ouro. O primeiro ensaio foi realizado na Vila Madalena, mas esse foi o único naquele bairro. Todos os outros foram feitos na Vila Anglo-Brasileira, mais tarde, Vila Pompéía[1].

Dos cerca de 50 jogadores do Faísca que ajudaram a formar a escola, 15 deles ainda comparecem regularmente à quadra da Águia, embora o time tenha parado de jogar em 1982. Desses, um dos mais importantes é Sidnei Carrioulo Antônio, atual presidente da agremiação.

A Águia de Ouro estreou em 1977 no Grupo 4 (atual Grupo 2 da UESP), com o Enredo "A Bahia de Jorge Amado" e samba de Ditinho, numa tarde de sol forte na Avenida Tiradentes. Nesta ocasião, a escola conseguiu o vice-campeonato, ascendendo ao Grupo 3 (atual Grupo 1 da UESP).

Em 1984, um incêndio na sede destruiu parte das fantasias e quase a tirou do carnaval. De 1976 até 1986, os integrantes ensaiaram em praças do bairro, até conseguirem nesse ano um espaço embaixo do Viaduto Pompéia.

No período 1999 a 2007, a escola se mantém no grupo Especial do carnaval, quase sempre com desfiles polêmicos, exóticos e/ou inovadores. Destaca-se entre eles o de 2001, quando a Águia fez uma crítica política com um enredo que comparava a corrupção existente no Brasil à bruxaria.

Em 2003, , sendo a terceira a desfilar na sexta-feira, a Águia fica em 11º lugar, muito próxima do que seria o rebaixamento previsto - uma vez que no fim a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo decidiu não rebaixar ninguém.

Em 2004, durante os festejos pelos 450 anos de São Paulo, a escola para fugir um pouco do tema único decidiu homenagear a culinária paulistana e a apresentadora de programas sobre culinária Ana Maria Braga, recém recuperada de um câncer. O desfile, desenvolvido pelo carnavalesco Cebola, também foi uma crítica à desigualdade e à fome, e contou com a participação do bispo de Duque de Caxias, Dom Mauro Morelli, um dos criadores do programa Fome Zero, que compareceu à concentração para agradecer à visita que recebeu de integrantes da agremiação enquanto esteve internado alguns meses atrás, e aproveitou para abençoar o desfile. Segundo Chico Pinheiro e Maurício Kubrusly, que narravam o desfile pela TV no dia, o bispo também queria ter desfilado pela escola, mas os integrantes acharam melhor não criar problemas com a Igreja Católica.

No ano seguinte, novamente com um enredo sobre o combate à fome, dessa vez mais específico, não foi mais possível segurar o bispo, um dos consultores do enredo, na concentração, e ele desfilou num carro alegórico adornado por anjos.

Em 2006, com a saída de Cebola, que foi para a Mancha Verde, a Águia trouxe um tema forte, que falava sobre a pedofilia e maus tratos a crianças. Quarta a desfilar no desfile da madrugada de sábado para domingo, a escola trouxe o samba-enredo mais acelerado daquele ano. Segundo os narradores e comentaristas do desfile, a escola tratou com leveza um tema considerado bastante pesado para o Carnaval, fazendo uma importante denúncia. Durante o recuo da bateria, os integrantes desta apresentaram uma coreografia elaborada, ajoelhando para o público, sendo esta uma das escolas mais aplaudidas. Outras surpresas dos desfile foram as bailarinas que se apresentaram com sapatilhas de ponta e o casal de mestre-sala e porta-bandeiras fantasiado de Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho. Um dos carros alegóricos se referia à criança recém-nascida que foi abandonada na Lagoa da Pampulha pouco antes do carnaval, que mostrava uma sereia salvando um bebê.

Em 2007, sendo a 5ª a desfilar na madrugada de sábado para domingo, mais uma vez a escola levantou a arquibancada com suas inovações, conquistando o 4º lugar do Grupo Especial, sua melhor colocação até hoje, no carnaval 2008, a escola caiu pro Grupo de acesso, com um enredo sobre o sorvete

Em 2009, com o enredo No Swing da Pompeia, Águia de Ouro te convida pra Dançar a escola retorna ao Grupo Epecial, ao ganhar o Grupo de acesso.


fonte.:http://pt.wikipedia.org/wiki/GRCES_%C3%81guia_de_Ouro



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domingo, 23 de agosto de 2009

Laura Pausini San Siro 2007

Ai Cleitão para vc que é fã dela tá ai o que vc adora....



INFORMAÇÕES DO ARQUIVO
Áudio: Italiano
Resolução: 640 x 256
Tamanho: 804 Mb
Formato: AVI
Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10

DADOS DO SHOW
Ano de Lançamento: 2007
Nome da Banda: Laura Pausini
Duração: 103 min
Gênero: Pop Internacional

LISTA DE MÚSICAS
01. Io Canto
02. Gente
03. Destinazione Paradiso
04. E Ritorno da Te
05. Dove Sei
06. La Solitudine
07. Ascolta Il Tuo Cuore
08. La Prospettiva Di Me (Parlami)
09. Viveme (Vivimi)
10. Tra Te e Il Mare
11. Un´emergenza D´Amore
12. Un´emergenza D´Amore
13. Prendo Te / She / Cinque Giorni / Strani Amori
14. Resta in Ascolto
15. Due
16. La Isla Bonita / Y Mi Banda Toca el Rock
17. Non Me lo So Spiegare – Participação Especial: Tiziano Ferro
18. Quando / In Assenza Di Te / Surrender / Apaixonados Como nos / Scrivimi / Favola
19. Le Cose Che Vivi
20. Una Storia Che Vale
21. Come se Non Fosse Stato Mai Amore
22. Incancellabile
23. Credits DVD
24. Backstage





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Xaropinho

sem ter o que fazer comessei a passear nas comunidades do orkut... e de repente eu me deparo com esse clássico...



01 Dança do Xaropinho
02 A cobra vai Fumar
03 Eu quero me casar
04 Ô loco meu
05 O so
06 O rock do boneco
07 A pulga
08 Brincar de índio
09 Gato na tuba
10 Roupa de mocinha
11 Parabéns a você

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créditos comunidade MPB MPB

Paula Lima

eu não poderia deixar de postar sobre ela....



.Vou Deixar
Ele chegou falou suave no ouvido,
O preta seu gingado me alucina oh,
Eu olhei pensei esse charme me fascina vou saber de onde ele vem,
O que ele pensa de que forma vai tratar sua rainha,
Ter certeza que eu não vou me arrepender,
Esse sorriso (sorisso),
Malicia (malicia),

A minha pele arrepia ah.

Vou deixar você chegar,
Vou deixar você chegar,
Vou deixar você chegar,
Vou deixar você chegar,


PAULA LIMA- É Isso Aí (2001)
1 Tive razão (Seu Jorge)
2 É tão bom (Paula Lima - Zé Ricardo)
3 Proceder (Bernardo Vilhena - Max de Castro)
4 É isso ai (Sidney Muller)
5 Quero ver você no baile (Seu Jorge - Gabriel Moura)
6 Perdão talvez (Bernardo Vilhena - Paula lima - Ed Motta)
7 Sai daqui tristeza (Max Viana)
8 A paz dançando na avenida (Jorge Benjor)
9 Mangueira (Seu Jorge)
10 Sem pressa (Paula Lima)
11 Cirandar (Martinho da Vila - João de Aquino)
12 As famosas gargalhadas do Yuca (Ed Motta)
13 Vem amor (Carlos Rennó - Don Betto)



Paula Lima- Paula Lima 2003

1. Gafieira S.A
2. Foi Para Seu Bem
3. Meu Guarda-Chuva
4. O Olhar Do Amor
5. Estou Livre
6. Bom Mesmo é Amar
7. Pacto Com Baço
8. Serenata Ao Luar
9. Segunda Via
10. Quatro
11. Valerá A Pena
12. Sou Guerreira
13. Gafieira S.A - Remixes
14. Foi Para Seu Bem - Remixes



Paula Lima - Sinceramente 2006

1 Novos Alvos (Zélia Duncan, Mart'nália e Ana Costa)
2 Como Diz o Ditado (Edu Tedeschi)
3 Tirou Onda (Arlindo Cruz, Acyr Marques, Maurição)
4 Negras Perucas (Marcos Vinícius e Nilo Pinheiro)
5 Tudo Certo ou Tudo Errado (Arlindo Cruz, Maurição)
6 Let's Go (Tatá Spalla, Seu Jorge)
7 Eu Já Notei (Ana Carolina, Totonho Villeroy)
8 Cuidar de Mim (Rogê, Gabriel Moura, Seu Jorge)
9 Já Pedi para Você Parar (Arlindo Cruz, Babi)
10 Flor de Maracujá (João Donato e Lysias Enio)
11 Quero Pegar (Totonho Villeroy)
12 Saudações (Leci Brandão - Paulo Henrique Ambrósio)

NOEL ROSA

Noel nasceu de um parto difícil em que o uso do fórceps pelo médico causou-lhe um afundamento da mandíbula que o marcou por toda a vida. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento de 1923 a 1928.

Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música - e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.

Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, "Minha Viola" e "Toada do Céu", ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de "Com que roupa?", um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma seqüência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em "Positivismo", o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como "Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz". Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.

Estátua de Noel Rosa, localizada na entrada de Vila Isabel.

Noel teve ao mesmo tempo algumas namoradas. Casou-se em 1934 com Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci, a dama do cabaré. Passou os anos seguintes travando um batalha contra a tuberculose. A boemia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, a bebida e o cigarro. Mudou-se para Belo Horizonte,[nota 1] trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado. Faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em conseqüência da doença que o perseguia desde sempre.



cena do filme do noel...



disco 1
1.Palpite - Francisco Alves
2.É Preciso Discutir - Francisco Alves e Mário Reis
3.Espera Mais Um Ano - Noel Rosa e Arthur Costa
4.Pesado 13 - Paulo Netto de Freitas
5.Gosto, Mas Nao E Muito - Francisco Alves
6.Rumba da Meia-Noite - Dina Marques e Neneo das Neves
7.Voce Foi o Meu Azar - Noel Rosa e Arthur Costa
8.Voce Foi o Meu Azar - Arthur Costa e Neneo das Neves
9.Mentiras de Mulher - Noel Rosa e Arthur Costa
10.Felicidade - Noel Rosa
11.Sao Coisas Nossas - Noel Rosa
12.Mulher Indigesta - Noel Rosa
13.Tenentes do Diabo - Ildefonso Norat
14.Sem Tostao - Arthur Costa
15.Que Se Dane - Leonel Faria
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disco 2
1.Adeus - Jonjoca e Castro Barbosa
2.E Nao Brinca Nao ( Nao Brinca Nao ) - Almirante
3.Tenho Um Novo Amor - Carmen Miranda
4.Assim Sim - Carmen Miranda
5.Nao Me Deixam Comer - Pinto Filho
6.Fiquei Sozinha - Ruth Franklin
7.Para Me Livrar do Mal - Francisco Alves
8.Nuvem Que Passou - Francisco Alves
9.A Razao Da-se a Quem Tem - Francisco Alves e Mario Reis
10.Nao Faz, Amor - Francisco Alves
11.Quem Da Mais? - Noel Rosa
12.Coracao - Noel Rosa
13.Uma Jura Que Fiz - Mario Reis
14.Mulato Bamba - Mario Reis
15.Vitoria - Silvio Caldas e Francisco Alves
16.Nao Ha Castigo - Helena e Joao Barreto
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fonte Capsula da Cultura

domingo, 16 de agosto de 2009

Grupo Natal - Partido do Povo (1985)

NA VITROLA
Para encontrar os discos com gravações de partido alto é preciso vasculhar os sebos. Garimpar é a palavra mais adequada. No meio de um monte de discos de novela, da Xuxa, do Julio Iglesias, você encontra umas pérolas. Toda vez que eu vejo aquelas montanhas de discos de um real, eu paro para ver se encontro alguma coisa boa. Se não tiver nestas enormes pilhas, eu procuro naquelas seções chamadas genericamente de “SAMBISTAS” ou “SAMBAS”. Numa dessas, eu encontrei este tesouro: Grupo Natal – Partido do Povo.

Só partideiro bom participa do disco. Velha, da Portela, é quem comanda a turma. Ele participou dos três primeiros discos do Partido em 5, além de ter participado anteriormente dos conjuntos Os Cinco Só e Turma do Ganzá. Velha é falador e assim como em suas participações no Partido em 5, fala em cada intervalo de samba, apresentando os sambistas e tirando um sarro dos partido altos dos parceiros.

Luiz Grande, que hoje faz parte do Trio Calafrio, é outro que está em tudo quanto é disco de partido alto. Participou, também, do Partido em 5 e de outros LPs pau-de-sebo, como são conhecidos os discos com vários artistas. Bezerra da Silva e Zeca Pagodinho gravaram sambas seus. É um gozador. Um dos seus sambas que ele canta neste disco mostra bem isso:

A maré ta ruim (Luiz Grande)

A maré ta ruim
Pra você e pra mim
E também para ela
Até bicho de estimação, meu irmão,
Já está indo pra panela

Meu compadre Malaquias
Que mora na Boca do Mato
Já não comia há três dias
E foi obrigado a papar o seu gato
Meu amigo Nicolau
Meu vizinho lá do morro
Tava no maior sufoco
E foi obrigado a comer seu carrocho

A maré ta ruim...

Minha comadre Maria
Chegou lá em casa até dando desmaio
Dizendo que estava com fome
E já tinha comido o seu papagaio
A minha nega também
Dizendo que estava esquesito
Não suportou a maré
E fritou o seu periquito
Completam o time de partideiros: Ary do Cavaco, Rubens da Mangueira, Anézio e Casquinha. Todos com rodagem em gravações e discos de partido alto. Casquinha já passou por tudo quanto é conjunto de samba (Mensageiros do Samba, Partido em 5, Os Partideiros...) e hoje faz parte da Velha Guarda da Portela. Anézio, além de ótimo compositor toca cavaco na gravação. O outro cavaco quem faz é Osmar do Cavaco. O violão é de Jorge da Conceição e a participação especial fica por conta de Cláudio Camunguelo.

Quem organizou a cozinha, o time de ritmistas, foi Mazinho, filho de Natal da Portela. O nome Grupo Natal foi uma homenagem ao patrono da Portela, na época já falecido. Os batuqueiros: Timbira, no surdo; César, na timba; Rixa, no repique de mão; Djalma, no pandeiro; Bené, na cuíca; Cleber Calixto, no atabaque e Mestre 5, no tamborim. No coro, As Gatas e Grupo Natal.

Uma beleza de disco. Gravação muito boa, partidos de primeira. É o Partido do Povo.

LADO A

VIOLÊNCIA
Velha da Portela/ Joel Teixeira
VELHA DA PORTELA

CHEIO DE POSE
Ary do Cavaco
ARY DO CAVACO

O TOURO
Casquinha
CASQUINHA

ENTERRO DE POBRE
Rubens da Mangueira/Velha da Portela
RUBENS DA MANGUEIRA

A MARÉ TÁ RUIM
Luiz Grande
LUIZ GRANDE

NÃO DÁ, CAMARADA
Cabana/Anézio
ANÉZIO

LADO B

LAÇOS DO AMOR
Velha da Portela/Zé Catimba
VELHA DA PORTELA

BOCA DE ESPERA
Rubens da Mangueira/Velha da Portela
RUBENS DA MANGUEIRA

TÔ CAÍDO
Luiz Grande
LUIZ GRANDE

OLHO NELA
Ary do Cavaco/Velha da Portela
ARY DO CAVACO

BOA VIAGEM
Casquinha
CASQUINHA

AMARRE NO LAÇO
Anézio/Vovó Ziza
ANÉZIO

Grupo Natal

Cavaquinho - Osmar e Anézio
Violão de 7 - Jorge
Surdo - Timbira
Timbá - Cesar
Repique de mão - Rixa
Pandeiro - Djalma
Cuíca - Bené
Atabaque - Cleber Calixto
Tamborim - Mestre 5
Participação especial de Cláudio Camunguelo na flauta
Coro: As Gatas

Direção Artística, Produção Executiva e Coordenação: Waldomiro e Velha da Portela
Assistente de Gravação: Genilson Barbosa
Técnico de Gravação e Mixagem: Mário Jorge Bruno
Auxiliares de Estúdio: Liu (Luiz Carlos) - Mauro Moraes
Supervisão do Estúdio: Edeltrudes Marques
Manutenção: Ricardo Luppi
Montagem: Esveraldo
Corte: José Oswaldo Martins
Supervisão de Áudio: Gunther J. Kibelkistis
Fotos: Bruno Lins
Capa: Valério do Carmo
Arte Final: Vittore Talone

Velha da Portela
Vice-Cidadão Samba 1969. Cidadão samba 1984. Presidente da ala de compositores da Portela no período de 1971 a 1977. 70 músicas gravadas e editadas; sucesso brasileiro 6 vezes como compositor. Vencedor do samba-enredo da Portela no ano de 1974, "O Mundo melhor de Pixinguinha" (Pizindin), vencedor do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense no ano de 1984, "Alô Mamãe"; 4 LPs, 2 compactos duplos e 2 simples gravados como intérprete e produtor. Participante do LP "Partido em 5".

Luiz Grande
Compositor da Imperatiz Leopoldinense, 30 músicas gravadas e editadas; sucesso brasileiro como compositor 6 vezes.

Rubens da Mangueira
Compositor da Mangueira. 30 músicas gravadas e editadas; sucesso brasileiro 6 vezes. Vencedor de samba-enredo 3 vezes em sua escola, nos anos de 1976, 1978 e 1980.

Ary do Cavaco
Compositor da Portela, autor dos sambas de enredo dos anos de 1969 e 1971, "As 13 Naus" e "A Lapa em Três Tempos"; 3º colocado no Festival do MPB/Shell, em 1982 , com "Mordomia". 30 músicas gravadas e editadas, sucesso brasileiro 6 vezes como compositor.

Anézio
20 músicas gravadas e editadas; participante do LP "Partido em 5". Foi compositor da Portela e atualmente, está vinculado à ala de compositores da Beija-Flor de Nilópolis.

Casquinha
Compositor da Portela, autor do samba enredo da escola em 1956, "Panteon de Glória"; 50 músicas gravadas e editadas; sucesso brasileiro 5 vezes como compositor.

(texto do encarte do disco de 1985)
FONTE.:O COURO DO CABRITO



Grupo Natal da Portela

O nome do grupo é uma homenagem ao Seu Natal, o famoso "homem de um braço só"...
1 - Violência (Velha da Portela - Joel Teixeira) canta Velha da Portela
2 - Cheio de pose (Ary do Cavaco) canta Ary do Cavaco
3 - O touro (Casquinha) canta Casquinha
4 - Enterro de pobre (Rubens da Mangueira - Velha da Portela) canta Rubens da Mangueira
5 - A maré tá ruim (Luiz Grande) Luiz Grande
6 - Não dá, camarada (Cabana - Anézio) canta Anézio
7 - Laços do amor (Velha da Portela - Zé Catimba) canta Velha da Portela
8 - Boca de espera (Rubens da Mangueira - Velha da Portela) canta Rubens da Mangueira
9 - Tô caído (Luiz Grande) canta Luiz Grande
10 - Olho nela (Ary do Cavaco - Velha da Portela) canta Ary do Cavaco
11 - Boa viagem (Casquinha) canta Casquinha
12 - Amarre no laço (Anézio - Vovó Ziza) canta Anézio
http://rapidshare.com/files/84052566/grupo_natal_-_partido_do_povo.rar.html

FONTE.: COMUNIDADE DO ORKUT DO GRUPO PARTIDO EM 5

sábado, 15 de agosto de 2009

Geraldo Filme (Geraldo Filme de Sousa)

UM ACHADO NO YOU TUBE






Inicialmente compunha sambas-enredos para o Cordão Carnavalesco Paulistano da Glória. Mais tarde, participou da transformação do bloco em escola de samba, sendo um de seus fundadores.

Ex-diretor de carnaval da Escola de Samba Colorado do Brás.

Foi campeão pela escola Vai-Vai com o samba-enredo "Solano, vento forte africano", em homenagem ao poeta Solano Trindade. Por essa época atuou também como diretor da escola.

Em 1975 Clementina de Jesus ganhou o prêmio de "Melhor Intérprete" no "Festival Abertura", da TV Globo, com a composição "A morte de Chico Preto".

Em 1980, aos 52 anos, lançou pela Eldorado o primeiro LP, "Geraldo Filme", que contou com textos do teatrólogo e escritor Plínio Marcos e gravou várias de suas composições, como "Vai no Bexiga pra ver", "A morte de Chico Preto", "Reencarnação", "Vamos balançar" e "Garoto de pobre", entre outras, de sua autoria, interpretando também "Tristeza do sambista", de Osvaldo Arouche e Walter Pinho. Mais tarde, em parceria com Plínio Marcos, montou o espetáculo "Balbina de Yansã" e um musical de grande sucesso, "Pagodeiros da Paulicéia".

No ano de 1982 gravou o LP "Canto dos escravos", com Tia Doca e Clementina de Jesus, disco no qual interpertaram cânticos dos escravos de Minas Gerais, recolhidos pelo pesquisador Aires da Mata Machado Filho e lançado pela gravadora Eldorado.

Foi fundador da Escola de Samba Unidos do Peruche para a qual compôs o samba-enredo "Samba de bumbo de Pirapora". Para o amigo e compositor da escola, Pato N'Água, no dia de sua morte, compôs "Silêncio no Bexiga". A música fez parte do CD "Beth Carvalho canta o samba de São Paulo, volume I", lançado pela gravadora Velas em 1994. No mesmo disco foi incluída outra composição de sua autoria, "Tradição", gravada com a participação do autor e da Anhembanda, banda carnavalesca do centro Anhembi. No mesmo ano, participou do show com sambistas da velha guarda, no estádio do Anhembi.

Em 1999, Osvaldinho da Cuíca incluiu "Batuque de Pirapora", de sua autoria, no CD "História do samba paulista", que reuniu Osvaldinho da Cuíca, Thobias da Vai Vai, Aldo Bueno e Germano Mathias. O CD foi lançado pelo selo CPC-UMES com grande festa na Choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo.

No ano de 2002 a cantora gaúcha Elizah regravou com sucesso "Batuque de Pirapora".

Em 2003 a gravadora Eldorado reeditou único disco solo através da coleção "Memória Eldorado".

No carnaval de 2005 o compositor foi homenageado no Sesc Ipiranga através do projeto "Geraldo Filme - Carnaval e Tradição", que contou diversos eventos cênicos, musicais e visuais, como shows, vídeos e uma exposição sobre sua vida e obra. A exposição iconográfica apresentou fotos, material jornalístico e discografia completa. Vários amigos e parceiros deram depoimentos através de um programa de comunicação visual: o músico Osvaldinho da Cuíca e o diretor Heron Coelho. Em um dos dias do evento aconteceu uma roda de samba com o grupo Nó na Madeira, conduzido pela cantora Paula Sanches. No repertório, sambas históricos de Geraldo Filme, como "Silêncio no Bexiga" e "Eu Vou Mostrar", além de sambas de outros compositores paulistanos. Nos dias finais do evento aconteceu o espetáculo cênico-musical "Geraldo Filme - da senzala à favela - do quilombo ao século pós-progresso dos arranha-céus", com a cantora Marília Medalha, o cantor e ator Celso Sim e o grupo teatral Companhia de Domínio Público, abrangendo as fases regional e urbana do compositor, com direção e roteiro de Heron Coelho. Ainda em 2005 o compositor foi alvo de outras homenagens: A TV Cultura, de São Paulo, apresentou no programa "Cultura Documento", realizado em 1998 e dirigido por Carlos Cortez, o filme "Geraldo Filme", uma co-produção da TV Cultura com o CPC da UMES e a produtora Birô de Criação.











Conjunto Rosa de Ouro, Aracy Cortes & Clementina de Jesus









terça-feira, 11 de agosto de 2009

Aparecida

Aparecida - LP - CID - 1975

01.Mareia Oxum;
02.Vovó Catarina;
03.Terreiro da Mãe Nazinha;
04.Talundê;
05.Tereza Aragão;
07.A Maria começa a beber;
08.Meu São Benedito;
09.Segredos do mar;
10.Inferno verde;
11.Se segura Zé;
12.Nanã Boroquê;

Maria Aparecida Martins, cantora, compositora... uma voz lendária na música brasileira e umbandista, injustiçada, infelizmente esquecida, e apesar de sua curta carreira, oscilante entre excelentes discos com músicas autorais e relançamentos explorados ao máximo pela gravadora foi um marco pela forma como penetrou na mídia das rádios brasileiras com os temas umbandistas, cantados num misto de samba e jongo, mas sempre com a alma da atmosfera e do imaginário de terreiro.

Ainda criança, interressou-se por música, aprendendo com os mais velhos da família os ritmos dos jongos e dos terreiros. Em 1949, a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Por essa época, trabalhou como passadeira em casas de família no bairro de Vila Isabel. Em 1952, já compunha suas primeiras músicas. Pouco tempo depois, Salvador Batista a levou para o programa "A Voz do Morro", incluindo-a em seu grupo como passista, conjunto ao qual atuou por dez anos.

No início da década de 1960, foi convidada a participar do filme "Benito Sereno e o Navio Negreiro", por cuja atuação recebeu de prêmio uma viagem a França, onde se apresentou interpretando, pela primeira vez, suas próprias composições.

Em 1965, voltou ao Brasil e venceu o "Concurso de Música de Carnaval do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro". Neste mesmo ano, foi também vencedora do "III Festival de Música de Favela", com o samba "Zumbi, Zumbi", representando a favela da Cafúa, de Coelho Neto.

No ano de 1968, compôs "A sonata das matas" para a Escola de Samba Caprichosos de Pilares.

É considerada, depois de Dona Ivone Lara, a segunda mulher a compor um samba-enredo vencedor dentro de uma escola de samba.

Em 1974, participou do LP "Roda de samba". No disco, lançado pela gravadora CID, que reunia Darci da Mangueira, Sidney da Conceição, Sabrina e Chico Bondade, entre outros, gravou pela primeira vez uma composição de sua autoria, "Boa-noite". Neste mesmo ano a gravadora CID lançou o LP "Roda de samba nº 2", no qual interpretou "Proteção" (David Lima e Pinga) e "Rosas para Iansã", de autoria de Josefina de Lima. No disco também participaram Nelson Cavaquinho, Sabrina, Roque do Plá, Rubens da Mangueira e Dida. N

No ano seguinte, também pela CID, lançou o LP "Aparecida", este que aqui apresentamos, no qual interpretou várias músicas suas, como "Talundê" (c/ Jair Paulo), "Tereza Aragão", que mais tarde se tornaria um clássico do samba-rock, "Meu São Benedito", "Inferno verde", "Nanã Boroquê", "Segredos do mar", as duas últimas em parceria com Jair Paulo, e ainda uma adaptação do folclore "A Maria começa a beber". O disco é sua estréia e como sempre, atirou para os dois lados possíveis dentro de sua formação: a inspiração na música secular e na música sacra. Venceu a segunda e mais tarde, em seus outros trabalhos se dedicaria exclusivamente a explorar os temas da música de terreiro.

Em 1976, gravou o LP "Foram 17 anos", lançado pela CID, no qual interpretou várias composições de sua autoria, entre elas "17 anos", "Grongoiô, propoiô" (c/ João R. Xavier e Mariozinho de Acari) e "Diongo, mundiongo".

Em 1977, lançou o disco "Grandes sucessos" (uma coletânea de seus sucessos desde o começo de sua carreira) e nos anos seguintes gravou pela RCA os LPs "Cantigas de fé" (1978), "Os deuses Afros (1978) (outra coletânea) e "13 de maio" (1979), no qual interpretou, além da canção título, "Aleluia Dom Miguel", "Mussy gatana", "Ceará" e "Indeuá matamba", todas de sua autoria.

No ano de 1996, a gravadora CID lançou em CD outra coletânea, "Aparecida, Samba, Afro, Axé", numa tentativa de vender sua imagem e sua temática na época em que estava em alta a música baiana. O mesmo disco seria mais uma vez relançado em 2000, como "O Samba de Aparecida".